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Como família, o que temos feito com o nosso tempo?

Data: 01/03/2010

* Débora Corigliano

Outro dia, assistindo a um filme americano, observei uma cena típica de café da manhã  entre  uma família normal.

 

A mãe preparando algumas panquecas, a mesa farta com suco, cereais e pães entre outras coisas. Todos estavam sentados a mesa conversando e depois de satisfeitos, cada um tomou seu rumo para iniciar o dia. Pai e mãe foram para o trabalho e os filhos para a escola. Quem de nós consegue isso hoje em dia, não digo a mesa farta, me refiro a sentar a mesa e tomar um simples leite com café conversando com os membros da família?

 

Acordamos apressados, corremos o dia inteiro e quando nos sobra um tempo, usamos em função única, nunca em função da família.

 

Percebo que alguns pais, ao longo da semana, se organizam para freqüentar uma academia, jogar futebol, fazer terapia, porém não dispõe de um tempo para seus filhos. A rotina da casa e o ato de “cuidar” não superam as necessidades afetivas de seu filho.

 

Hoje vemos filhos órfãos de pais vivos. A rotina da casa está tão dinâmica na ação do cuidar, alimentar, vestir que não sobra tempo para conversar, brincar, viver em família.

Você pode me perguntar: - Mas como organizar o tempo para poder ser presente na vida do meu filho?

 

Precisamos transformar o tempo, seja ele qual for em ações produtivas e prazerosas para a família.

  • Perder um capítulo da novela em função de brincar com seu filho é ganhar na afetividade do relacionamento de vocês.
  • Levar seu filho, às vezes, com você ao futebol é ganhar no vínculo afetivo que se fortalecerá.
  • Sentar para ouvi-lo, dar atenção e ter paciência para fatos que ele conta, não é perder tempo, é ganhar na qualidade do relacionamento.

 

Traga seu filho para a dinâmica da casa, quando ele se sente útil dentro do contexto familiar, ele valoriza tudo ao seu redor, e a relação fica mais saudável e feliz.

 

Uma criança que é ouvida na infância se tornará um adolescente falante, que contará em casa o que anda fazendo fora dela, pois ele saberá que em sua família existem pessoas que o escutam e que dialogam.

 

Precisamos valorizar a relação familiar. A família é a base, a responsável por transmitir os valores morais e sociais. Pensem nisso em cada atitude que terão com seus filhos.

 

Dúvidas sobre este assunto? Escreva-me

 

Débora Corigliano

Psicopedagoga

 

deboracorigliano@ hotmail.com

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